Fotografia de Eduardo Oliveira

Eduardo Oliveira

Nunca me teria passado pela cabeça abraçar a arte da fotografia de casamentos quando decidi comprar a minha primeira máquina fotográfica. Embora a paixão pela fotografia e observação me acompanhasse desde cedo, só recentemente despertei para a diferença entre "fotografar" e "captar o momento". Foi essa descoberta que me levou a abraçar o desafio de eternizar alguns dos momentos mais importantes da vida e do dia-a-dia. Esse desafio será o mote deste blog.

Seminário Ascough e Bell

29 de Abril de 2009 @ Pessoal

Já que estou numa de retrospectiva nostálgica, não podia deixar de partilhar aquele que foi o meu (segundo) momento alto de 2008: o seminário com Jeff Ascough e Marcus Bell (já agora, o primeiro foi, como não podia deixar de ser, o nascimento do meu primeiro filho).

Para quem não conhece, Jeff Ascough é aclamado como um dos (“o”, na minha humilde opinião) melhores fotojornalistas de casamentos do mundo, sendo actualmente um dos (poucos) Embaixadores da Canon, e Marcus Bell  é um dos fotógrafos mais respeitados na indústria, tendo uma visão artística e um sentido de momento simplesmente inigualável.

Quando soube que as minhas duas maiores referências profissionais se iriam juntar num seminário conjunto, nem pestanejei. Tirei o VISA da carteira e desatei a fazer reservas online para Manchester.

Posso dizer que, embora já seguisse o trabalho de ambos há bastantes anos - e daí que talvez 70% do seu workflow não me fosse particularmente estranho - o facto de ouvir dois dos maiores ícones da fotografia de casamentos validar algumas das minhas abordagens e partilhar outras informações valiosíssimas, valeu todo o tempo e esforço!

Foi também muitíssimo interessante partilhar algumas experiências com a restante audiência, especialmente durante o almoço. Era verdadeiramente impressionante a quantidade de nacionalidades representadas! É particularmente curioso saber também que Portugal não está assim tão atrasado como se pensa (algo que constato sucessivamente em grande parte das minhas aventuras pelo mundo).

No fim, como qualquer “tuga” que se preze, não resisti à bela da foto de família com os respectivos oradores (talvez não pareça nas fotos, mas é verdade o mito de que os fotógrafos detestam ser fotografados…).

Marcus Bell e Eduardo Oliveira

Eduardo Oliveira e Jeff Ascough

Este foi, sem dúvida, um momento em que me senti verdadeiramente agraciado pela oportunidade de partilhar o dia com as minhas maiores referências da fotografia de casamentos.

 

P.S.: Ah! E à noite, ainda consegui ir ao cinema ver a estreia do WALL-E, algumas semanas antes de estrear em Portugal. A ideia era assistir à estreia do Batman: The Dark Knight, no IMAX, mas, com enorme pena minha, a sessão estava já esgotadíssima. Vá-se lá perceber… Por falar nisso, quando é que teremos um IMAX cá?!

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Em Retrospectiva

28 de Abril de 2009 @ Casamentos

Pode-se dizer que 2008 foi um ano realmente casamenteiro. No entanto, para além da quantidade, o que o destacou verdadeiramente foi a espectacularidade de qualquer um dos casamentos que fotografei.

Curiosamente (ou não), a minha percepção de “espectacular” nem sempre se conforma com os padrões de quem vive o momento… muitas vezes dou por mim em puro extase a olhar para uma janela:

… a deslumbrar-me com um dos piores pesadelos em dia de casamento (o tempo):

… embora, neste caso até tenha resultado pela positiva, pois os noivos estiveram nas nuvens (literalmente!):

ou simplesmente a tentar apanhar a minha sombra (think happy thoughts)…

o que supostamente deveria deprimir-me, pois em fotografia, “sombras” é sinónimo de luz a acabar (ou a começar, mas não se aplicou neste caso):

Mesmo assim, com pouca luz ou enquanto os convidados se deliciam com o seu Maigret de Pato, lá fora, com a devida distância, apanham-se pérolas como estas:

E depois claro… embora o meu mote seja passar despercebido, há sempre aquelas alturas em que, não obstante da acção principal, eu sou inevitavelmente o centro das atenções. No caso abaixo, toda a gente se perguntava “que raio estará o fotógrafo a fazer colado àqueles doidos?!”

(se calhar estava mesmo perto demais…)

No final, são as danças que revelam a personalidade do casal. E é nestes casos em que uma fotografia vale, de facto, mil palavras.

Dos céus de Coruche (o mítico “casamento do balão”, como por diversas vezes foi apelidado) ao cenário etéreo do Deserto de Marrakech, cada casamento teve momentos que o tornaram único. Depois, há aqueles que simplesmente ficam na memória pela cumplicidade partilhada ao longo do dia (e mais!), ou pelas peripécias que marcaram a data, mais do que pelo casamento em si (para estes, terão de ler as aventuras com o Luís Rolo).

Mal posso esperar pela altura de resumir 2009. Espero que seja tão preenchido como 2008.

Ao olhar para a agenda, posso dizer que sim, mas não quero agourar, por isso esperemos pelo momento certo… :)

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A Fotografia e EO

20 de Abril de 2009 @ Novidades, Pessoal

Olá e bem-vindos ao meu novo blog! Estou muito entusiasmado com a ideia de poder, finalmente, partilhar as experiências do meu dia-a-dia com o resto do mundo. Para além da prática da minha actividade principal – a fotografia de casamentos -, tentarei publicar algumas das minhas aventuras pelo mundo da fotografia artística, de âmbito comercial ou não… quem sabe, algumas serão até interessantes! :)

Se algum artigo chamar particular atenção, usem e abusem do sistema de partilha de informação - imediatamente abaixo do artigo – e não se esqueçam de contribuir com mais e melhor informação, deixando um ou mais comentários, ou, se preferirem, enviando um e-mail.

Obrigado pela visita. Espero que gostem do blog e, sobretudo, que se divirtam!

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